MÉDICOS DA REGIÃO CORAÇÃO, que abrange São Carlos, Ibaté, Descalvado, Dourado e Porto Ferreira, participaram nesta sexta-feira (23/01) de uma oficina estratégica de atualização em arboviroses no auditório do Paço Municipal. O encontro, promovido pelo DRS-III de Araraquara, teve como objetivo alinhar protocolos clínicos e de manejo diante do aumento sazonal de casos de dengue, Zika e Chikungunya, garantindo um atendimento mais ágil e preciso na rede pública e privada.




Mudança Crítica no Protocolo de Hidratação
Uma das principais novidades apresentadas por Viviane da Rocha Sousa, do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE-12), refere-se ao manejo de hidratação. O ajuste exige atenção redobrada dos profissionais:
- Novo Padrão: O protocolo estabelece agora 60 ml por quilo de peso do paciente.
- Grupos de Risco: O foco total está em crianças, idosos e pacientes com comorbidades, onde a precisão na hidratação é vital para evitar complicações graves.
Cenário Epidemiológico: São Carlos em Alerta
Embora o ano de 2026 tenha começado com números moderados, a lembrança de 2025 — que registrou mais de 20 mil casos e 24 óbitos por dengue — reforça a necessidade de vigilância extrema.
Boletim Atualizado (Janeiro/2026):
- Dengue: 19 casos confirmados e 1 aguardando resultado.
- Outras doenças: Nenhuma notificação de Zika ou Chikungunya até o momento.
- Óbitos: Zero registros no início deste ano.
O Perigo está Dentro de Casa
De acordo com Denise Martins Gomide, diretora de Vigilância em Saúde, o maior desafio continua sendo o ambiente doméstico. Estudos apontam que 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão dentro das residências. Atualmente, as equipes de limpeza recolhem diariamente o equivalente a um caminhão de materiais inservíveis na cidade.
“A vacina para o público geral (até 59 anos) ainda não tem data definida pelo Ministério da Saúde, permanecendo restrita à faixa de 10 a 14 anos. A prevenção doméstica é nossa arma número um”, alerta Viviane Sousa.
O Dr. Leonardo Vinícius de Moraes reforçou que a combinação de chuvas e altas temperaturas é o “combustível” perfeito para o mosquito, tornando a atualização dos médicos da região essencial para evitar a sobrecarga do sistema de saúde que ocorreu no ano anterior.
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Redação: Equipe de Jornalismo – redacao@saocarlosnoticias.com.br





