A população em situação de rua em São Carlos e as políticas públicas de acolhimento, saúde e segurança foram temas de uma audiência pública na Câmara Municipal, reunindo autoridades e sociedade civil para alinhar ações intersetoriais no município.

Na tarde da última quinta-feira (11/06/2026), a Câmara Municipal de São Carlos sediou uma audiência pública proposta pelo vereador Edson Ferraz. O objetivo central foi debater as condições atuais da população em situação de rua e avaliar a eficácia das políticas municipais implementadas para esse público vulnerável. Durante o encontro, foram apresentados dados de atendimentos sociais, balanços de segurança pública e novidades sobre a segurança alimentar na cidade.

O debate ocorreu no edifício da Câmara Municipal de São Carlos, localizada no centro da cidade, e contou com a transmissão e participação de diversas entidades atuantes na região central e periferias do município.

A mesa de discussões reuniu lideranças de diferentes setores da administração pública e da sociedade:

O secretário de Segurança Pública, Michael Yabuki, apresentou o balanço das ações e reforçou a necessidade de triagem:

“É preciso diferenciar as pessoas em situação de vulnerabilidade social daqueles que utilizam esse contexto para a prática de crimes, fator que contribui para a sensação de insegurança da população.”

Yabuki informou que, em 2025, o trabalho conjunto resultou em 8 prisões (tráfico, furto e capturas de procurados). Em 2026, a Guarda Municipal já realizou mais de 330 atendimentos, resultando em 5 prisões.

Na área da saúde mental e assistência, a coordenadora do CAPS, Carmem Lúcia Pereira, pontuou o contexto de vulnerabilidade:

“Muitas pessoas em situação de rua fazem uso de substâncias psychoativas como forma de enfrentar situações extremas, como frio, fome e violência.”

O CAPS registrou mais de 15 mil atendimentos gerais no último quadrimestre e acompanhou cerca de 50 pessoas em situação de rua no último ano.

A secretária de Desenvolvimento Social, Gisele Santucci, destacou que a estrutura municipal conta com o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS), Centro POP e Casa de Passagem, lembrando um pilar fundamental da lei:

“As pessoas precisam aceitar os serviços oferecidos. O município não pode obrigar ninguém a ser acolhido.”

Como avanço, Gisele anunciou a ampliação de educadores sociais em parceria com a Cáritas Diocesana e a retomada do comitê de discussão das políticas públicas para o segundo semestre.

A reorganização dos serviços promete melhorar a dinâmica do espaço urbano e o acolhimento humano aqui em São Carlos. A Casa de Passagem foi reestruturada e agora conta com alas dedicadas masculina, feminina e trans (sendo uma das poucas cidades do Estado com ala específica para a população trans).

Na área da alimentação, o secretário Alexandre Wellington de Souza confirmou que as obras dos restaurantes populares entraram na fase final. A reabertura trará novas regras de acesso com foco em gratuidade e isenção para quem mais precisa, sob a coordenação do prefeito Netto Donato.

Caso você encontre uma pessoa em situação de vulnerabilidade e queira solicitar a abordagem social das equipes do município, ou necessite de informações, utilize os canais oficiais:

ServiçoHorário de FuncionamentoO que oferece?
SEAS (Abordagem Social)Segunda a sábado, das 8h à meia-noiteBusca ativa e encaminhamento voluntário
Centro POPDiurno, das 8h às 17hCafé da manhã, oficinas, higiene e documentos
Casa de PassagemNoturno, das 17h às 7hAcolhimento noturno, alimentação e higiene

📌 Nota de Utilidade Pública: O acolhimento é 100% voluntário.


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