Parque Ecológico São Carlos recebe nova lontra para reprodução em 2026

O Parque Ecológico de São Carlos recebeu o macho de lontra-neotropical Farofa, resgatado em Santa Catarina, com o objetivo de formar um casal reprodutor com a fêmea Sol.

O Parque Ecológico de São Carlos ganhou um novo morador. Farofa, um macho de lontra-neotropical com 6,82 quilos, chegou à nossa cidade após ser resgatado de uma situação de domesticação irregular em Santa Catarina. O animal foi apreendido pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente e destinado ao nosso parque municipal.

Após cumprir todo o protocolo sanitário e o período de adaptação, Farofa já está no mesmo recinto que Sol, fêmea que vive em São Carlos há cerca de nove anos. A integração traz a expectativa real de reprodução da espécie no município.

O manejo e a adaptação técnica estão sob os cuidados diretos da equipe de biologia e veterinária do parque. Segundo o biólogo Francisco Rogério Paschoal, do Parque Ecológico de São Carlos:

“A Sol chegou aqui ainda filhote e foi criada no Parque. Agora recebemos o Farofa, também resgatado, para formar um casal e tentar a reprodução desses animais.”

A rotina de cuidados inclui dieta rigorosa e estímulos diários. A alimentação de Farofa inclui carne bovina, frango, peixes frescos e congelados, ovos e eventual enriquecimento alimentar.

“Eles precisam ter atividade constante. O enriquecimento ambiental evita o estresse e proporciona uma rotina mais dinâmica, mesmo sob cuidados humanos”, destaca o biólogo Francisco Rogério Paschoal.

A iniciativa alinha São Carlos com a campanha nacional de 2026 da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), que elegeu as lontras e demais mustelídeos como símbolo de conservação ambiental.

A chegada do Farofa é uma opção de lazer educativo e gratuito para as famílias são-carlenses, especialmente para quem costuma passear com crianças no fim de semana. Além disso, a presença do casal reforça as aulas e visitas monitoradas das escolas municipais sobre a proteção dos nossos rios locais, como o Monjolinho e o Gregorio.

Por ter sido vítima de domesticação ilegal quando jovem, Farofa perdeu a capacidade de caçar e se defender sozinho na natureza. O Parque Ecológico oferece abrigo seguro e suporte para conservação da espécie.


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